Micro-Momentos: A importância da intenção do usuário e da semântica para o Google

Você sabia que 69% dos brasileiros que usam smartphone acessam a internet móvel durante uma conversa para saber mais sobre o que foi dito?

E que 80% dos nossos conterrâneos, que têm celular com acesso a web, o utiliza para influenciar sua decisão de compra enquanto estão em uma loja física?

Esses comportamentos de busca bem específicos, revelados pelo próprio Google (no site Think with Google), estão cada vez mais comuns no Brasil e no mundo. E são o que Google chama de Micro-Momentos. 

Por esses motivos para seu negócio produzir conteúdos úteis que seu público-alvo precisa no cotidiano, a otimização com foco em intenção do usuário se tornou indispensável atualmente. E a web semântica é um dos principais recursos para isso.

Quer aprender mais sobre micro-momentos, Google e SEO? Então acompanhe este post!    

O que são micro-momentos

Quantas vezes você pesquisou informações sobre uma empresa pelo laptop, antes de sair de casa para uma reunião, e no caminho ainda buscou na internet do celular informações para conseguir chegar ao local na hora? 

Quantas vezes você pesquisou como consertar alguma coisa ou como fazer algo? O momento em que você encontrou a resposta no maior buscador do mundo para resolver um problema ou realizar algo é o que significa a expressão micro-momentos em SEO.  

Ainda está na dúvida sobre esse comportamento cada vez mais comum no cotidiano das pessoas de todo o mundo? Então assista esse vídeo do Google sobre micro-momentos para sentir o que é esse conceito na pele.

Como o brasileiro pesquisa na internet nos dias de hoje

Não importa qual é o assunto: entretenimento, dúvida técnica, descobrir o horário de funcionamento de um estabelecimento, aprender a chegar em algum endereço, etc.

O Google é o lugar que você encontra todas essas respostas e outras mais de onde quer que você esteja (na rua, em casa, no trabalho, etc.).

Aqui no Brasil, a internet já ultrapassou todas as outras mídias em termos de quantidade de tempo gasto por dia. E os brasileiros acessam os buscadores por meio de diferentes aparelhos como:

  • Celulares
  • Notebook /laptops
  • Smart TVs
  • Tablets
  • PCs (desktops)
  •  Smartwatches 

O que exige dos motores de busca, principalmente do Google que é o mais usado do planeta, uma inteligência absurda. Isso porque o usuário utiliza cada um desses dispositivos em diferentes momentos do dia.

Micro-momentos, Google e SEO para Mobile

E não é de agora que o comportamento do usuário é dar um Google para tudo. Isso porque consultar o motor de busca tem sido indispensável em muitas situações cotidianas.

E o motivo é que nos últimos anos a conexão via smartphones é a mais usada no Brasil (em todas as classes sociais) e no mundo. O que fez o Google indexar primeiro a versão mobile das páginas para melhorar a experiência de navegação no buscador em dispositivos móveis. 

Ou seja, se você quer que seu usuário seja ajudado realmente em um micro momento, é necessário otimizar páginas e conteúdos para telas de smartphones  e tablet também.

Como o Google usa micro-momentos para fortalecer o foco no usuário

Atualmente há mais de 3 bilhões de sites publicados no Brasil. Entre eles estão:

Em compensação, em 2018, o número de internautas em nosso país era 126,9 milhões segundo dados mais recentes da TIC Domicílios divulgados em 2019.

Com base nesses números, fica claro que o volume de informação é muito maior do que o número de usuários. Portanto é natural que boa parte desses sites publicados queiram ranquear para termos-chave estratégicos para eles.

Entretanto o Google preza pela boa experiência do seu usuário e leva em conta cada vez mais os micro-momentos. Por isso a ação mais lógica para priorizá-la foi exibir a resposta das buscas na própria página de resultados (SERP).

O que facilitou muito mais a vida do usuário já que não precisou mais perder tempo buscando o que deseja em vários sites. 

febre-amarela

Na imagem ao lado, você confere uma busca feita em um smartphone e o destaque para a resposta na SERP.

Afinal, o celular é um dispositivo móvel e se o usuário busca por ali, ele deseja uma resposta mais rápida e adequada a tela dele ( até porque não tem como abrir várias abas e navegar entre elas tranquilamente).

Dar um Google a qualquer hora e em todo lugar tornou a SERP mais assertiva

Quem nunca se sentiu espantado com como o autocomplete do Google  adivinha exatamente o que você vai pesquisar?

Nos últimos anos, o Google passou a entregar  as páginas de resultados da busca orgânica (SERPs) extremamente adequadas ao contexto e ao histórico de busca do usuário para ajudar as pessoas em meio aos micro-momentos diários. 

Para o usuário isso foi ótimo porque fortaleceu ainda mais o comportamento de dar um Google para qualquer coisa. Afinal, o buscador é visto como o oráculo e informação correta ao desejo do usuário não falta.

Como faço para aparecer em destaque na SERP?

Assim que conteúdos começaram a ser exibidos diretamente nas SERPs, muitas empresas passaram a almejar esse resultado de qualquer jeito.

O Google leva em conta diversos aspectos na hora personalizar a página de resultados da busca orgânica e um deles é o aspecto técnico. Não basta apenas ter o conteúdo e pronto. O site precisa ser preparado para exibir os resultados na SERP de forma inteligente.

O principal responsável por isso são os dados estruturados ou rich snippets, que são marcações (microformats e RDFa) feitas no código das páginas de um site.

Essas marcações geram as informações extras que vão para a SERP. Alguns tipos de Rich Snippets suportados pelo Google são:

  1. Resenhas
  2. Pessoas
  3. Produtos
  4. Autores
  5. Receitas
  6. Eventos
  7. Música
  8. Vídeos

Portanto, um site com um código bem estruturado, com marcações adequadas e conteúdo funcional para o seu público-alvo tende a ter uma probabilidade maior de ter o seu resultado apresentado de forma destacada na SERP em comparação a outros sites.

Google: como funciona a interpretação semântica do buscador

Já se perguntou como o maior buscador do mundo diferencia o português do carioca, do paulista, do nordestino na hora de interpretar as pesquisas? 

Como o Google  leva em conta expressões peculiares de cada região  se o Brasil tem uma diversidade cultural absurda?

A resposta, embora pareça simples, é bem complexa: é por meio de alguns algoritmos como BERT, Rankbrain e Hummingbird como você vai entender melhor mais abaixo.

O fato é que o motor de busca vai longe nessa interpretação semântica. Se levarmos em conta o apelido de alguns clubes de futebol ou até mesmo algumas formas carinhosas que torcedores chamam os clubes rivais, o Google já entende. Veja alguns exemplos: 

Uma curiosidade nessa SERP é que não existe nada de fogão de cozinha!

Como o buscador consegue interpretar que estou falando do Clube Botafogo de Futebol e Regatas sem usar o nome dele?

O termo pó de arroz é amplo e além da SERP apresentar um resultado rico com o próximo jogo, todos os demais links são relacionados a torcida do Fluminense e ao histórico do apelido pó de arroz.

Isso é um avanço brutal em termos de interpretação e usabilidade do Google. O Hummingbird tem boa colaboração nisso, mas as demais atualizações do Google colaboraram também nos pequenos detalhes.

Nós, enquanto especialistas em SEO, estudamos e monitoramos essas atualizações e como elas podem afetar o nosso trabalho. Enquanto isso, o Google vem estimulando os usuários comuns a serem cada vez mais eles próprios nas buscas.

Principais algoritmos do Google relacionados a web semântica e intenção do usuário

  • Hummingbird: lançado em 2013, o algoritmo Beija-Flor tem por função apresentar resultados que vão além das palavras-chave buscadas pelo usuário. Isso porque o buscador passou entender o campo semântico da pesquisa em  relação ao contexto também. 
  • Rankbrain: lançado em 2015, a  inteligência artificial do Google aprende com cada pesquisa realizada pelo internauta. O que possibilitou trabalhar mais palavras-chave de cauda longa (long tails) nas estratégias de SEO. Já que o buscador passou a levar em conta o campo semântico do termo pesquisado, o contexto da busca e a relação desta busca específica com as pesquisas passadas feitas pelo usuário.
  • BERT: lançado em 2019, o algoritmo Bidirectional Encoder Representations from Transformers (BERT) permite por meio de deep learn que o Google entenda linguagem natural quase perfeitamente (sinônimos, gírias, conotações, termos relacionados, contextos etc.) O que fez o maior buscador identificar melhor as reais intenções dos usuários  por trás da pesquisa. 

Conhecer a intenção do usuário e como ele pesquisa no Google ajuda focar estratégias de SEO em micro-momentos

De olho no comportamento dos usuários, o Google vem investindo pesado em melhorar experiência de quem pesquisa em seu buscador desenvolvendo algoritmos e updates que entendam melhor a  intenção do usuário  para entregar o que realmente procuram.

E para isso, a SERP está cada vez mais personalizada com rich snippets como o resultado zero, além de algoritmos como BERT, Hummingbird, Rankbrain e demais atualizações. 

Portanto o raciocínio mais exato de ranquear para o termo x (foco em keywords que trouxe resultados por tantos anos) está caindo e dando lugar a uma visão constante dado seu nicho.

Ou seja, hoje em dia é preciso entender os micro-momentos  das pessoas que pretende atender para ajudás-las com conteúdo otimizado útil.  

Use a personalização da SERP ao seu favor

Se pretende ranquear para “comprar produto x”, deve pensar no que vem antes de “comprar produto x” e após a transação.

O que permite que você conquiste novas possibilidades de SERP. Imagine em uma busca por “como usar produto x” ter o manual de instruções de produto como resultado inteligente, da mesma forma que acontece atualmente com receitas.

Para isso, a dica é tentar se antecipar ao que pode acontecer olhando constantemente o Search Console para entender como o seu site é encontrado. E sempre analisar o comportamento do usuário na busca interna. 

Além disso, use e abuse de ferramentas, como o Hotjar, para coletar opiniões ricas de usuários do site.

Conclusão

Já está claro que o presente pertence ao bom e velho conteúdo genuíno relevante e quem usa conteúdo spinner (Spinning é uma técnica blackhat para geração de conteúdo automático) com certeza está sofrendo com os últimos updates do Google.

Em termos de futuro,  a evolução desse conteúdo relevante é a expectativa. E quem não conhece seu público vai sofrer pois ao passo que as buscas rumam para resultados extremamente personalizados e inteligentes, o conteúdo também deve acompanhar esse comportamento.

Aqui na Search Lab, o fator humano é um dos nossos valores e cremos muito na humanização do SEO. Humanize o conteúdo e seja feliz!

Como sua empresa tem aproveitado os micro-momentos dos seus clientes e prospects nas estratégias de SEO? Se tem alguma dúvida como fazer isso de forma  assertiva, deixe sua pergunta nos comentários que eu respondo para você!

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