Micro-Momentos: A nova campanha do Google e a importância da semântica em SEO

Não é de agora que o comportamento de qualquer usuário é dar um Google para tudo, não importa qual for o assunto, seja ele entretenimento ou dúvida técnica.

A receita dessa mudança é simples: junte esse comportamento ao aumento absurdo de smartphones conectados à internet em todas as classes sociais.

Aqui no Brasil a internet já ultrapassou todas as outras mídias em termos de quantidade de tempo gasto por dia. Esses acessos vem de laptops, celulares, tablets, desktops, relógios, Smart TVs. Isso exige dos buscadores, principalmente do Google, uma inteligência absurda, pois em cada dispositivo o usuário está em um determinado momento do seu dia.

Exemplificando rapidamente: quem nunca foi para uma reunião ou compromisso e buscou informações sobre a empresa pelo laptop e no caminho buscou pelo celular informações sobre o local? Esse comportamento bem específico de buscas é o que o Google chama de Micro-Momentos.

micro-momentos

Atento a isso tudo, Google possui um algoritmo focado nisso, que é o Hummingbird (lançado em 2013). Ele tem por função apresentar resultados que vão além das palavras-chave buscadas pelo usuário.

O Google passa então a levar em conta o campo semântico do termo pesquisado, o contexto da busca e a relação desta busca específica com as pesquisas passadas feitas pelo usuário.

O que isso impactou na vida do usuário?

O Google passou a entregar SERPs extremamente adequadas ao contexto e ao histórico de busca do usuário.

Exemplificando mais uma vez: Quem nunca se sentiu espantado com como o autocomplete do Google adivinha exatamente o que você pretende buscar?

Para o usuário isso foi ótimo, pois fortaleceu ainda mais o comportamento de dar um Google para qualquer coisa, afinal, o Google é visto como o oráculo e informação correta ao desejo do usuário não faltará.

Como o Google usou isso para fortalecer o foco no usuário?

No Brasil temos mais de 3 bilhões de sites publicados, entre eles temos blogs, lojas virtuais, sites institucionais e portais. Em compensação, no ano passado o número de internautas passou de 100 milhões.

Dados esses números, fica claro que o volume de informação é maior que o volume de usuários, portanto é natural que boa parte desses sites publicados queiram ranquear para termos chave para eles.

Entretanto o Google preza pela boa experiência do seu usuário e leva em conta exatamente os micro-momentos que falamos acima.

Dessa forma, qual é ação lógica deles para priorizar a melhor experiência possível para o usuário?

Se o Hummingbird leva em conta o histórico e contexto da busca, porque não exibir a resposta na SERP e evitar que o usuário tenha um problemão em buscar o que deseja em vários sites perdendo um tempo precioso do seu dia?

BINGO… Foi exatamente o que foi feito!

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A imagem acima demonstra exatamente uma busca sobre os sintomas da dengue feita no Desktop. Vejam que mesmo que tenha posicionado páginas no topo da SERP, na direita foi entregue exatamente o que foi procurado, assim como tratamentos.

 

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Nesse outro caso, a busca foi feita em um smartphone e o destaque para a resposta na SERP foi ainda maior.

Afinal, o smartphone é um dispositivo móvel e se o usuário busca por ali, ele deseja uma resposta mais rápida e adequada ao dispositivo (em um smartphone não temos como abrir várias abas e navegar entre elas tranquilamente rsrs)

Como disse no início do post, o comportamento de dar um Google também se aplica a assuntos mais técnicos.

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Como faço para aparecer em destaque na SERP?

Assim que conteúdos começaram a ser exibidos diretamente nas SERPs, muitas empresas e profissionais de Marketing passaram a almejar esse resultado de qualquer jeito.

Como vimos acima, o Google leva em conta diversos aspectos na hora personalizar a SERP e um deles é o aspecto técnico. Não basta apenas ter o conteúdo e pronto. O site precisa ser preparado para exibir os resultados na SERP de forma inteligente.

O principal responsável por isso são os dados estruturados ou rich snippets, que são marcações (microformats e RDFa) feitas no código das páginas de um site.

Essas marcações geram as informações extras que vão para a SERP.

Alguns tipos de Rich Snippets suportados pelo Google são:

  1. Resenhas
  2. Pessoas
  3. Produtos
  4. Autores
  5. Receitas
  6. Eventos
  7. Música
  8. Vídeos

Portanto, um site com um código bem estruturado, com marcações adequadas e conteúdo funcional para o seu público-alvo tende a ter uma probabilidade maior de ter o seu resultado apresentado de forma destacada na SERP em comparação a outros sites.

Google: Interpretação Semântica

Se Google exibe resultados estendidos na SERP e sabe que o Brasil tem uma diversidade cultural absurda, como ele interpreta o português do carioca, do paulista, no nordestino com expressões peculiares de cada um?

Ele resumiu isso lindamente em sua nova campanha “Dá um Google” apresentando no vídeo pessoas justamente realizando pesquisas justamente nos micro-momentos (veja abaixo um dos vídeos da campanha).

O vídeo acima apresenta um típico micro-momento de qualquer casal,  que é a ida ao cinema sem comprar ingresso antecipado.

Ainda assim o Google vai longe nessa interpretação semântica.

Se levarmos em conta o apelido de alguns clubes de futebol ou até mesmo algumas formas carinhosas que torcedores chamam os clubes rivais, o Google já entende.

Vejamos alguns exemplos:

jogo-do-fogao

Uma curiosidade nessa SERP é que não existe nada de fogão de cozinha!

Como o buscador consegue interpretar que estou falando do Clube Botafogo de Futebol e Regatas sem usar o nome dele?

po-de-arroz

O termo pó de arroz é amplo e além da SERP apresentar um resultado rico com o próximo jogo, todos os demais links são relacionados a torcida do Fluminense e ao histórico do jargão pó de arroz.

Isso é um avanço brutal em termos de interpretação e usabilidade do Google. O Hummingbird tem boa colaboração nisso mas as demais atualizações do Google colaboraram também nos pequenos detalhes.

Nós, enquanto profissionais de Marketing estudamos e monitoramos essas atualizações e como elas podem afetar o nosso trabalho. Enquanto isso, o Google vem estimulando os usuários comuns a serem cada vez mais eles próprios nas buscas, como você pode ver no mobiliário do Google na estação do Metrô aqui no Rio de Janeiro.

da-um-googlisPróximos passos para nós do Marketing Digital

Em tempos de SERP personalizada e Google investindo pesado em experiência do usuário com o Hummingbird, Rankbrain e demais atualizações, o raciocínio mais exato de ranquear para o termo x está caindo e dando lugar a uma visão constante de nicho.

Quando falo nicho, falo exatamente em entender os micro-momentos do usuário que pretende atender.  Dessa forma, se pretende ranquear para “comprar produto x”, deve pensar no que vem antes de “comprar produto x” e após o ato da compra.

Assim, abrem-se novas possibilidades de SERP. Imaginem em uma busca por “como usar produto x” ter o manual de instruções de produto como resultado inteligente, da mesma forma que acontece atualmente com receitas.

Antecipe-se ao que pode acontecer, olhando constantemente o Search Console para entender como o seu site é encontrado, não deixe de olhar o comportamento do usuário na busca interna e use e abuse de ferramentas, como o hotjar, para coletar opiniões ricas de usuários do site.

Conclusão

Já está claro que o presente pertence ao bom e velho conteúdo relevante e quem usa conteúdo spinner (Spinning é uma técnica blackhat para geração de conteúdo automático) com certeza está sofrendo com os últimos updates do Google.

O que acredito em termos futuro de é a evolução desse conteúdo relevante, onde quem não conhece seu público vai sofrer, pois ao passo que as buscas rumam para resultados extremamente personalizados e inteligentes, o conteúdo também deve acompanhar esse comportamento.

Aqui na Search Lab, o fator humano é um dos nossos valores e cremos muito na humanização do SEO.

Humanize o conteúdo e seja feliz!

 

 

 

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